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HISTÓRIA DO TAPETE PERSA
Já vai muito longe, perdido nos tempos, o
dia em que os tapetes do Oriente começaram a exercer seu fascínio sobre
os homens. E essa atração vem sendo mantida, através dos séculos, talvez
porque, como um caleidoscópio que nunca repete o seu sortilégio de
cores, um tapete oriental a cada novo exame, mostra uma cor e uma forma
ainda não percebida.
O tapete mais antigo de que se tem conhecimento foi encontrado, em
perfeito estado de conservação, numa geleira dos MontesTitle='carpetes
alphaville carpete alphaville carpete cotia carpetes cotia carpete
tambore carpetes tambore carpetes barueri carpete barueri carpetes
granja viana carpete granja viana carpetes morumbi carpete morumbi pisos
laminados alphaville paviflex alphaville pisos laminados morumbi
paviflex morumbi' altai, na Sibéria. Com cerca de 2 500 anos, já era
manufaturado pelo mesmo processo dos tapetes de hoje. Dessa época, até o
décimo século de nossa era, todos os tapetes eram tecidos por tribos de
nômades que percorriam as regiões frias da Ásia Central e da Pérsia.
Seus grandes tropéis de carneiros, cabras e camelos forneciam a lã
necessária para tecer os tapetes que serviam muito mais como isolantes
do frio do que como decoração. Os desertos incolores em que viviam
davam-lhes uma insaciável ânsia de cores vivas que eles faziam aparecer
nas tintas com que tingiam seus trabalhos.
No mundo árabe, o fascínio dos tapetes entrou para a esfera dos sonhos e
das lendas, onde o tapete mágico teve o poder de anular as distâncias.
Com as conquistas muçulmanas, a religião de Maomé se alastrou da Espanha
até a índia e, com ela, o uso do tapete foi se generalizando, uma vez
que, cinco vezes por dia, os fiéis de Alá deviam fazer suas orações
ajoelhados ou acocorados sobre um tapete que, templo portátil,
representava o santuário sagrado de Meca. Assim, aonde ia um árabe, aí
haveria pelo menos um tapete.
Sendo objeto precioso, raramente era usado no chão, aparecendo nas
paredes, sobre camas ou mesas, do que se tem notícia através de quadros
de pintores europeus, como Simone Martini, Ghirlandaio, Carpacio e
tantos outros.
Com Marco Polo, os tapetes começaram a ficar mais conhecidos no
Ocidente, se bem que, já então, nas mesquitas e palácios dos califas,
começassem a ser usados no chão, como símbolo de riqueza, uso que logo
se estendeu aos palácios da Europa. E os monarcas do mundo árabe,
enviando embaixadores às cortes da Europa Central, faziam de seus
tapetes o mais régio dos presentes.
Na dinastia Saffarides e do Xá Abbas I, o Grande, a manufatura de
tapetes, na Pérsia, tomou grande impulso, tornando-se mais refinada. Os
artesãos nômades convergiram para lspahan, passando a trabalhar em
teares fixos. Desta época bem evidente é a influencia chinesa nos
tapetes persas, originada pela contratação de artífices da velha China
para as manufaturas reais.
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